E se um carro esportivo elétrico pudesse dar piruetas no ar? Foi exatamente isso que a Tesla mostrou ao apresentar o novo Roadster, fruto de uma parceria com a SpaceX. O evento foi uma das demonstrações mais ousadas já vistas no mundo automotivo e deixou muita gente falando.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Neste artigo, você vai entender o que aconteceu no lançamento, o que o Roadster tem de especial, por que a Tesla precisa de um impulso e o que tudo isso pode significar para uma possível fusão entre as empresas de Elon Musk.
O que aconteceu no lançamento do novo Tesla Roadster?
Na noite de quinta-feira, a Tesla fez um lançamento fora do comum. Em vez de só mostrar o carro parado no palco, a empresa colocou um protótipo para saltar sobre outros veículos e dar giros no ar, usando propulsores a ar desenvolvidos com a SpaceX.
O evento foi transmitido ao vivo e aconteceu nas instalações de desenvolvimento de foguetes da SpaceX, em McGregor, no Texas, em uma área de 1.600 hectares. Segundo Elon Musk, a façanha foi “algo que você nunca viu em nenhum filme”. Ele também brincou que a plateia estava ali para provar que a cena não era feita com inteligência artificial nem com efeitos especiais.
Quais são as principais características do Roadster?
Mesmo com tanto espetáculo, o carro tem atributos interessantes:
- Visual inspirado na estética aeroespacial, com dois assentos.
- Direção eletrônica, parecida com a da Cybertruck.
- Aceleração fulminante: a Tesla divulgou um vídeo do carro indo de 0 a 96 km/h (60 mph) em menos de 1 segundo.
- Homenagem à direção manual, segundo os executivos, mesmo com a empresa investindo cada vez mais em autonomia.
Quais versões vão existir?
As reservas já podem ser feitas no site, e há três níveis:
- Versão de alto desempenho, pronta para uso em vias públicas.
- Pacote “Thrust”, edição limitada preparada para corridas, com propulsores de aceleração e sistema de sucção multimodo.
- Pacote “Rocket”, exclusivo para convidados, que inclui a versão voadora. Ela não é homologada para ruas.
Quem sonha em passar por cima do trânsito vai ter que esperar (e muito). A produção só deve começar em 2028, cerca de dois anos à frente.
Por que o Roadster demorou tanto?
A história desse modelo é longa:
- O primeiro Roadster foi o primeiro produto da Tesla, lançado em 2008 e descontinuado em 2012.
- A nova versão foi anunciada em 2017, e a empresa prometeu o retorno do carro de luxo há quase uma década.
- Desde então, o projeto sofreu vários atrasos.
Por que a Tesla precisa de um novo impulso?
O lançamento chega em um momento delicado para o negócio de carros da marca. A Tesla enfrenta:
- Quedas consecutivas nas vendas anuais.
- Críticas por uma linha de produtos parada no tempo. Hoje ela inclui Model 3, Model Y e Cybertruck, esta última com vendas lentas.
- Descontinuação de dois modelos de consumo no início do ano.
Musk tenta redirecionar a empresa para áreas futuristas, como inteligência artificial e robótica. A Tesla também fabrica o caminhão Semi e produz o Cybercab, um robotáxi para duas pessoas que já roda em uma frota própria. Mas as vendas de carros elétricos ainda respondem pela maior parte da receita e do lucro.
Com um preço elevado, o Roadster não deve ser um campeão de vendas. Mesmo assim, analistas acreditam que ele pode reacender o entusiasmo pela marca. Para Garrett Nelson, da CFRA, o modelo “já estava mais do que na hora”, depois de anos de estagnação no desenvolvimento de produtos.
O que isso diz sobre uma possível fusão entre Tesla e SpaceX?
O Roadster também virou combustível para uma discussão antiga no mercado: Tesla e SpaceX deveriam se unir?
Alguns pontos que alimentam essa ideia:
- Colaboração cada vez mais próxima. O Roadster voador é um exemplo, e a Terafab, fábrica de semicondutores feita em conjunto, é outro.
- Fala do próprio Musk, que afirmou recentemente que a Tesla se sobrepõe “em muitas frentes” à SpaceX.
- Leitura dos analistas. Para Nelson, Musk poderia argumentar que as empresas trabalham tão juntas que uma fusão faria todo o sentido.
Nem todo mundo se impressionou. Gene Munster, da Deepwater Asset Management, disse que foi uma demonstração de engenharia “sem nenhum valor comercial”, feita para constranger as montadoras tradicionais. Para ele, Musk “mal pode esperar” para unir as duas empresas.
E o mercado, como reagiu?
Na manhã de sexta-feira, em Nova York, as ações da Tesla subiam 0,9%, enquanto as da SpaceX caíam 2,8%. Os próximos dias podem trazer mais informações:
- 20 de outubro: a SpaceX divulga os resultados trimestrais.
- 21 de outubro: é a vez da Tesla.
Quem acompanha as empresas vai ter um panorama mais claro de como elas estão se saindo.
O que esperar a partir de agora?
O Roadster voador mostra que a Tesla quer ser vista como uma marca inovadora e tecnológica, mesmo que o carro só chegue às ruas daqui a alguns anos. Se o espetáculo vai se traduzir em vendas, só o tempo dirá. O que já dá para dizer é que ele conseguiu o que queria: colocar a Tesla de novo no centro das conversas.
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